Um novo tempo começou para o setor produtivo do Amapá. Em 100 dias, a equipe técnica do Governo implementou importantes estratégias para melhorar e transformar a vida de quem se dedica ao trabalho no campo.
Para impulsionar exportações, o Governador do Amapá instituiu o Comitê de Adequação Sanitária e Qualificação dos Produtos do Setor Primário. Com a estratégia, a produção amapaense terá condições de atingir altos padrões de qualidade e se tornar mais atrativa para os mercados nacional e internacional.
O comitê vai traçar diagnósticos das cadeias produtivas do estado para construir manuais de adequações fitossanitárias (controle de pragas), o que, na prática, vai facilitar o trabalho do produtor amapaense para obter a certificação necessária para exportar a produção.
Além disso, o Governo do Estado aderiu ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) e, por meio da Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), pode habilitar indústrias amapaenses a comercializarem produtos de origem animal para todo o Brasil.
Comunidades rurais
Cerca de 600 kits de alimentos foram distribuídos para as comunidades rurais de Vila Nova e Cupixi, no município de Porto Grande, a 103 quilômetros de Macapá. A assistência atendeu famílias em condições de vulnerabilidade social que dependem, basicamente, do extrativismo mineral e, por conta disso, a maioria dos moradores está com dificuldades após a interdição do garimpo do Vila Nova, ocorrida em abril de 2021.
Setor Produtivo
Em fevereiro, o Amapá recebeu do Governo Federal, por meio do Ministério Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), 920 motores de rabeta, 92 kits de comercialização de pescado, 110 coletes salva-vidas e 20 caminhões-pipa para produtores de Macapá. O setor recebeu investimento federal é de R$ 9,8 milhões, proveniente de emenda parlamentar do senador Davi Alcolumbre.
Em Santana, foram 1.160 kits açaizeiro extrativista, 15 kits de pesca, 290 coletes salva-vidas, 600 motores de rabeta e cinco caminhões-pipa. O investimento federal para o município foi mais de R$ 3,6 milhões, também vindos de emendas de Alcolumbre.
Também receberão benefícios os municípios de Amapá, Calçoene, Ferreira Gomes, Porto Grande, Pracuúba, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Itaubal do Piririm e Tartarugalzinho, além da Secretaria de estado do Desenvolvimento Rural (SDR) e outras instituições do Estado.
Também foram assinados dois termos entre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Estado beneficiando extensionistas rurais que atendem o setor de pecuária, além de prestar suporte técnico de qualidade para produtoras agrícolas.
Produtores de cacau
No município de Porto Grande, o Governo do Estado beneficiou 120 famílias produtoras da Associação das Mulheres da Perimetral Norte da Estrada de Ferro, na comunidade do Matapi, com a entrega de perfuradores e 100 mil mudas de cacau.
O Governo também faz o trabalho de prevenção para evitar a entrada da monilíase do cacaueiro no estado. A doença é causada pelo fungo moniliophthora roreri e atinge pés de cacau e de cupuaçu, podendo causar a perda dos frutos. Áreas nativas de cacau e plantações de cupuaçu, nas comunidades de Cassiporé e Igarapé Grande, em Oiapoque, foram examinadas.
Agroindustrialização
A gestão reformulou as ações do Grupo de Trabalho de Agroindustrialização, com foco na regularização das agroindústria de produção de farinha, mel, frutas e outros produtos oriundo da produção agrícola amapaense. Sendo realizado o levantamento das demandas necessárias para adequação dos espaços, visando garantir a certificação.
Ainda no 2º trimestre, a 1ª agroindústria de produção de mel deverá ser certificada, atendendo aproximadamente 160 famílias das comunidades do Mel da Pedreira, São Pedro dos Bois, Curralinho, Ariri e Tessalónica.
O Governo também está em fase de certificar a 1º agroindústria de produção de farinha, atendendo 150 produtores da região do Distrito do Pacuí, garantindo a estes produtores o acesso aos mercados institucionais e o local.
Produção de alimentos
Outra atividade realiza foi a retomada das atividades do Programa de Produção de Alimentos (PPI), com o inícios dos trabalhos dos arranjos de criação de suínos, aves, peixes, produção de mel e a mandiocultura.
Também estão em execução 50 instalações para a criação de suínos. Estes espaços receberam espécies de amimais com alto valor biológico e ração para crescimento e engorda.
O Governo está construindo 100 aviários, que vão atender 100 produtores, gerando renda da comercialização de 1,5 mil frangos/mês e a produção de 750 ovos por dia.
Outra atividade é a retomada da piscicultura, com apoio a 30 produtores, sendo ofertado para os mesmos ração, alevinos, equipamentos para pesca e captura e a energia solar, itens que vão possibilitar a produção de 45 toneladas de pescado a cada 10 meses.
Foi retomado também a produção de mel, com atendimento de 10 famílias, que estão recebendo todo apoio para produção, este fomento vai gerar renda e possibilitar a ampliação de matéria primada para a agroindústria.
PPI da Piscicultura
Para crescer, os piscicultores contam com o apoio do Programa de Produção Integrada de Alimentos (PPI), estratégia do Governo do Estado para fortalecer a produção amapaense, incentivando o desenvolvimento socioeconômico. Por meio de fomento e assistência técnica, o PPI da Piscicultura alcança mais 100 famílias de produtores em todo o Amapá.
Somente para o arranjo da Piscicultura, os investimentos do PPI são de R$ 5 milhões. Os recursos são do Tesouro Estadual, através do Fundo de Desenvolvimento Rural.
Peixe Popular
A Semana Santa contou com 70 toneladas de pescado vivo e congelado para Macapá e Santana. A iniciativa faz parte do programa Peixe Popular. Foram 24 espécies comercializadas pelos empreendedores a preços que variam entre R$ 10 e R$ 20 por quilo.
O programa é coordenado pelo Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) e a Secretaria de Estado da Pesca. O objetivo do programa é ofertar opções de pescado na mesa do amapaense por um custo baixo, além de movimentar a economia local, com a geração de emprego e renda.
Showroom e plataforma digital do Selo Amapá
Para facilitar a solicitação do selo que certifica a origem de produtos tucujus, a gestão implantou a versão digital do "Sistema Selo Amapá". Com a plataforma, empreendedores de qualquer lugar do Amapá podem dar entrada no documento pela internet, manifestando interesse em obter a certificação.
A iniciativa também ganhou um "showroom" na Casa do Artesão, que fica no complexo turístico da Beira Rio. O local promove a comercialização dos produtos certificados com o Selo Amapá. São chocolates, licores, cafés, chopp gourmet, sabonetes e outros itens produzidos por 15 empresas expositoras.
Dessalinizadora no Bailique
A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) planeja estratégias para produzir água potável para as comunidades ribeirinhas do Arquipélago do Bailique, como alternativa aos problemas sociais causados pela salinização das águas que banham o local.
A Caesa trabalha com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) na construção do Projeto Bailique, que planeja a implantação de uma usina de dessalinização para atender a localidade.
Recursos Hídricos
Orientar o poder público e a sociedade sobre o uso, a recuperação e a preservação de cursos d'água, como rios, lagos e igarapés é o objetivo do Plano Estadual de Recursos Hídricos, que começou a ser elaborado Governo do Amapá.
A intenção é nortear e conscientizar os órgãos competentes, as instituições públicas e privadas e a sociedade civil sobre a importância do uso da água de forma racional para que ela continue sustentando diversas atividades econômicas essenciais para o estado e para a vida das pessoas.
Hidrogênio verde
O Governo negocia com a empresa Next Hydrogen, com sede no Reino Unido, o desenvolvimento e construção no Amapá de um complexo produtivo de hidrogênio verde e amônia verde. A proposta tem potencial para produção em larga escala de energia limpa, de descarbonização de cadeias produtivas como cimento, siderurgia e agricultura, e ajudar o Brasil a atingir as metas internacionais assumidas pelo país para zerar as emissões de carbono.
A novidade tem como foco gerar energia limpa de forma mais barata para a exportação, mas pode ser consumida pelo mercado interno. O projeto no Amapá terá como primeira fase a construção e início de operação de uma unidade de produção de 5GW até o 1º trimestre de 2024.
Considerando a liderança que o Amapá tem na proteção ambiental, a empresa Next Hydrogen também se comprometeu em ser financiadora privada do Fundo Internacional para a Amazônia.
Amaparque
O Amapá possui a maior área de floresta tropical preservada do Brasil, com 73% do seu território protegido e 96% da cobertura vegetal nativa está intacta. O Governo do Estado defende a conservação desse patrimônio natural, com a criação do Amaparque. Com previsão de 6,5 mil hectares, quando concluído, o local terá uma área equivalente à da Lituânia, tornando-se a maior unidade de conservação urbana do mundo.
O Amaparque será construído em áreas de Macapá e Santana, as duas cidades mais densamente populosas do Amapá e que desenvolveram-se às margens das Zonas Úmidas, conhecidas popularmente como ressacas. O projeto busca recuperar, especialmente, a Bacia Hidrográfica do Igarapé da Fortaleza, que engloba regiões como a Lagoa dos Índios, os igarapés Davi e Arco e áreas de ressaca como a Gruta e do bairro Congós, na zona sul de Macapá.
Licenças ambientais
O Governo do Amapá entregou licenças ambientais para a instalação de linhas de distribuição e transmissão de energia elétrica para as empresas Equatorial e Energiza. Os serviços devem gerar mais de 3 mil empregos diretos.
A meta é modernizar e ampliar o sistema de energia, evitando apagões, quedas de energia, e interrupções, beneficiando cerca de 40 mil moradores de Pedra Branca, Porto Grande, Serra do Navio e Macapá. Será uma linha de distribuição, e outra de transmissão.
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