quarta, 22 de maio de 2019 - 15:02h
XIX Parada do Orgulho LGBT apresenta identidade visual nova e comissão organizadora 2019
Durante o coquetel de lançamento, houve apresentações e declamações de poesia, discursos dos novos padrinho e madrinha e agradecimentos aos colaboradores.
Por: Henrique Borges
Foto: José Baia/Secom
Secretária adjunta da Sims, Marlete Ferreira, com os padrinhos do evento, Antônio Sardinha e Ana Girlene

Na noite desta terça-feira, 21, foi realizado o Coquetel de lançamento oficial da XIX Parada do Orgulho LGBT de Macapá de 2019, no Tetra Clube, bar de Macapá. Com a parceria do Governo do Estado do Amapá (GEA) e de diversas outras entidades, o tema dessa edição é “De mãos dadas por um Brasil de todas as cores” e acontecerá no mês de setembro. Durante o lançamento, foram divulgados a identidade visual do evento, as apresentadoras oficiais de palco e trio e a madrinha e o padrinho da parada.

As apresentadoras oficiais do palco e trio serão Katryelle Velmont, artista amapaense, que apresenta a Parada LGBT desde a primeira edição, e Ísis Goulart, campeã do Miss Amapá Gay Universo 2017, que participará pela primeira vez como apresentadora oficial. A identidade visual foi inspirada nos letreiros do bar Stonewall, em Nova York, referência de um local onde manifestações violentas da comunidade LGBT já aconteceram e a Associação Cultural Pena & Pergaminho também foi destaque na noite com declamação de poesias.

A madrinha da Parada LGBT 2019 é a jornalista Ana Girlene, que se compromete em levar as discussões sobre a defesa dos direitos humanos para a mídia, constantemente. "Estou cheia de orgulho e de alegria ao ver a mobilização de todos os envolvidos. Essa é uma grande responsabilidade que eu abraço, com o compromisso de sempre levantar a discussão sobre a defesa dos direitos humanos, de um país que respeite a diversidade sexual e que lute contra a homofobia", ressaltou ela.

O professor da Universidade Federal do Amapá, Antônio Sardinha, foi escolhido como padrinho do evento. Para ele, o enfrentamento da homofobia deve continuar sendo trabalhado, principalmente dentro das universidades. "A gente tem desafios internos de instituir uma política de acesso a todos os LGBT, por exemplo, travestis e transexuais ainda não chegam na universidade. Assim como temos situações de homofobia e preconceito dentro da instituição, que é um lugar que tem a responsabilidade de quebrar isso", afirma ele.

A Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social do Amapá (Sims) é responsável pela execução dos programas relacionados aos direitos humanos. Para a secretária adjunta da Sims, Marlete Ferreira, a inclusão continua sendo o foco da parada e das políticas públicas. "Bem, a parada LGBT está sendo realizada por toda uma comissão especializada. Então a gente só tem a dizer que vai ser uma parada de inclusão, assim como diz o tema. Vai ser um evento macro e que vai unir e dar um grito de liberdade para esse segmento, que todo dia enfrenta diversos tipos de preconceito", disse a secretária adjunta.

Parada do Orgulho LGBT 2019

A segunda maior parada do orgulho gay no Brasil é a do Rio de Janeiro, que atrai cerca de 2 milhões de pessoas. Neste ano, no Amapá, o evento será no dia 1º de setembro e são esperados 70 mil participantes. O coordenador executivo da Parada LGBT 2019, André Lopes, afirma que o evento será um dos maiores.

"Esse coquetel de lançamento é apenas um primeiro momento. Estamos ensaiando para melhorar cada vez mais, pois neste ano temos plena certeza de que a Parada do Orgulho LGBT vai ser a melhor de todos os tempos", concluiu ele.

 

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